No contexto do papel fundamental que a Biblioteca Escolar assume nos dias de hoje, enquanto espaço essencial do desenvolvimento do currículo, de informação/conhecimento e de desenvolvimento cultural, um Modelo de Auto-Avaliação vai permitir aferir a qualidade do trabalho desta estrutura no funcionamento global da escola e nos desempenhos dos alunos, identificando pontos fortes e fracos, decorrentes da recolha de evidências, orientando assim, a sua actividade para práticas de melhoria.
O Modelo de Auto-Avaliação é assim, um processo essencial, devendo ser adequado à realidade de cada escola/agrupamento, por forma a ser assumido pela sua comunidade educativa. Cabe, mais uma vez ao professor Bibliotecário, fazendo jus à sua capacidade de liderança, apresentá-lo/explicá-lo discuti-lo previamente, junto da Direcção, do Conselho Pedagógico, outras lideranças intermédias da Escola/Agrupamento e restantes pares do processo educativo, como forma de consciencializar todos para a participação neste processo e da pertinência do mesmo na melhoria das práticas e sucesso dos alunos.
Informámo-nos e reflectirmos sobre todo este processo nesta sessão, analisando documentos, contactando com os constrangimentos de uns, as oportunidades e os desafios de outros, dando-nos possibilidades de definirmos estratégias para conseguirmos chegar à nossa principal meta – o sucesso dos nossos alunos, a sua formação cultural e cívica.
Em suma, “O Caminho faz-se Caminhando!”
Acerca de mim
- rosario sousa
- Tomar, Portugal
- Sou Maria do Rosário Corvelo de Sousa, professora Bibliotecária na EB2,3 de Gualdim Pais de Tomar. Estou nesta Escola há 26 anos e há 12 como coordenadora da BE, 3 dos quais a tempo inteiro. Já vou no 3º ano de aplicação do Modelo de Auto-avaliação da BE. Sou licenciada em História, com curso de especialização em Arte Arqueologia e Restauro mas, nestes últimos anos, tenho leccionado LPO e tenho-me dedicado à BE da minha escola e a levar livros, leituras e histórias às Escolas de 1º Ciclo e Jardins de Infância das aldeias pertencentes ao meu Agrupamento. Mas... Voltando à minha formação contínua no âmbito das BE's, tenho alguns cursos creditados e fiz o THEKA, pilar essencial na minha formação, enquanto coordenadora da Biblioteca. Como já tenho uns anitos, 57, tenho já uma experiência de vida acumulada… Daqui destaco a minha participação na Associação Cultural Canto Firme de Tomar, da qual fui sócia fundadora e exerci o cargo de Presidente durante 5 anos. Neste período, ajudei a instalar uma Escola Vocacional de Música, que ainda hoje tem grande pujança, e ainda canto no Coro desta Associação, desde a sua fundação - há 30 anos!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
terça-feira, 17 de novembro de 2009
As Bibliotecas Escolares no contexto da MUDANÇA
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades (…)Luís de Camões, sempre tão actual!!!
Através dos tempos, a Biblioteca Escolar tem passado por realidades e conceitos diferentes, desde puro depósito de livros, passando por lhe ser associada alguma animação, até a ser encarada como centro com múltiplas funções de acesso à informação (Centro de Recursos). O professor coordenador e alguns elementos da equipa (nas situações em que havia estas ”figuras” nas escolas), viviam isolados, sem apoio institucional, como pura e simplesmente gestores de instalações e do seu acervo, organizado de forma aleatória.
A Rede de Bibliotecas Escolares foi lançada e com ela também uma “lança em África”. Nos primeiros anos, ela própria esteve a definir o seu significado, apropriando-se de alguns modelos, de países onde as Bibliotecas já eram uma realidade no processo educativo, para estudo e adequando as suas práticas à realidade portuguesa, pois era necessário requalificar espaços, dotar as BE’s de acervo actualizado e adequado, equipamentos, formação de docentes… e, sobretudo, MUDAR MENTALIDADES.
E é neste processo, que dura há mais de dez anos, que chegámos aos dias de hoje, pretendendo-se integrar as nossas Bibliotecas no processo ensino-aprendizagem, sendo-lhe atribuído, para tal, um papel fundamental na formação para as literacias, para o apoio ao desenvolvimento curricular e nas aprendizagens dos alunos, ou seja, atribuindo-lhes o significado de recurso essencial na aprendizagem e na construção do saber.
É nesta perspectiva que eu encaramos esta formação que começa, desde logo, com a reflexão sobre as competências do professor Bibliotecário, as ameaças com que se depara nos seus desempenhos e na forma como as pode ultrapassar, aproveitando as oportunidades e criando perspectivas, sempre com o objectivo último de contribuirmos, de forma consciente e consistente, para a melhoria das aprendizagens dos nossos alunos e da qualidade do ensino em Portugal.
È através da partilha e da interacção com os outros que podemos melhorar as nossas práticas. Esta formação tem-nos dado essa oportunidade, apesar das limitações de tempo que todos estamos a sentir.
Nota: Para visualizar Tabela Matriz, clicar no link apresentado na barra lateral esquerda
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades (…)Luís de Camões, sempre tão actual!!!
Através dos tempos, a Biblioteca Escolar tem passado por realidades e conceitos diferentes, desde puro depósito de livros, passando por lhe ser associada alguma animação, até a ser encarada como centro com múltiplas funções de acesso à informação (Centro de Recursos). O professor coordenador e alguns elementos da equipa (nas situações em que havia estas ”figuras” nas escolas), viviam isolados, sem apoio institucional, como pura e simplesmente gestores de instalações e do seu acervo, organizado de forma aleatória.
A Rede de Bibliotecas Escolares foi lançada e com ela também uma “lança em África”. Nos primeiros anos, ela própria esteve a definir o seu significado, apropriando-se de alguns modelos, de países onde as Bibliotecas já eram uma realidade no processo educativo, para estudo e adequando as suas práticas à realidade portuguesa, pois era necessário requalificar espaços, dotar as BE’s de acervo actualizado e adequado, equipamentos, formação de docentes… e, sobretudo, MUDAR MENTALIDADES.
E é neste processo, que dura há mais de dez anos, que chegámos aos dias de hoje, pretendendo-se integrar as nossas Bibliotecas no processo ensino-aprendizagem, sendo-lhe atribuído, para tal, um papel fundamental na formação para as literacias, para o apoio ao desenvolvimento curricular e nas aprendizagens dos alunos, ou seja, atribuindo-lhes o significado de recurso essencial na aprendizagem e na construção do saber.
É nesta perspectiva que eu encaramos esta formação que começa, desde logo, com a reflexão sobre as competências do professor Bibliotecário, as ameaças com que se depara nos seus desempenhos e na forma como as pode ultrapassar, aproveitando as oportunidades e criando perspectivas, sempre com o objectivo último de contribuirmos, de forma consciente e consistente, para a melhoria das aprendizagens dos nossos alunos e da qualidade do ensino em Portugal.
È através da partilha e da interacção com os outros que podemos melhorar as nossas práticas. Esta formação tem-nos dado essa oportunidade, apesar das limitações de tempo que todos estamos a sentir.
Nota: Para visualizar Tabela Matriz, clicar no link apresentado na barra lateral esquerda
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